E16 + Xfce4 (continuação)

Tags: , , — September 26, 2007 @ 6:04 pm

Em continuação ao post E16 + Xfce4.

Configurei meu PC do trabalho com o Enlightenment DR16 e o Xfce. Para isso apenas utilizo uma sessão salva do Xfce4 com o E16 como gerenciador de janelas e gerenciador de sessões do Xfce4 lembra de iniciar o E16 ao invés do Xfwm4 a cada login. Também configurei o Xfce4 para não salvas sessões automaticamente.

screenshot_orange.png

O tema usado, tanto no E como no Eterm, é o Orange Juice.

E16 + Xfce4

Tags: , , — September 21, 2007 @ 4:30 pm

Com a ajuda de kwo em #E@irc.freenode.net eu consegui mesclar o Xfce Desktop com o Enlightenment Window Manager (versão 0.16, com o E17 também é possível, mas seria um desperdício não aproveitar as funções desktop deste último).

Acho esta uma ótima combinação pois o Xfce é o Desktop mais leve atualmente para X, e o e16 também, adicionando um visual ótimo ao xfce, com a transição das áreas de trabalho e o pager com miniaturas.

Algo muito interessante no e16 é as miniaturas das janelas no pager e na iconbox, algo que não será adicionado no e17.Para fazer esta combinação apenas siga os seguintes passos:

  • Inicie uma sessão com o Xfce normalmente;
  • Finalize o gerenciador de janelas ($ pgrep xfwm4; $ kill -15 [pid obtido]) ;
  • Inicie o e16 ($ /usr/bin/enlightenment);
  • Clique com o botão direito na tela (menu de configurações do e16), vá nas configurações do papel de parede (Desktop Background Settings);
  • No menu do Xfce, vá em Configurações -> Gerenciador de Configurações, clique em Área de Trabalho e marque a opção ‘Permitir ao Xfce Gerenciar a Área de trabalho’.

Pronto, agora você tem um Xfce com o e16 como gerenciador de janelas. Esta é a combinação perfeita para quem deseja um ambiente desktop completo e os recursos e efeitos do Enlightenment.

Mas há um problema, o gerenciador de sessões do Xfce não consegue identificar as áreas de trabalho do e16 para manter cada janela, apesar de lembrar as posições destas. E se você desabilitar o gerenciador de sessões, terá que fazer o processo acima cada vez que desejar usar um Xfce4 + E16. Pretendo criar um script para iniciar o Xfce4 com E16 automaticamente, quando o fizer vou certamente postá-lo aqui. Se alguém quiser ajudar será bem-vindo.

Extreme Programming

Tags: , — September 18, 2007 @ 5:02 pm

Na última sexta-feira meu professor de DSI (Desenvolvimento em Sistemas de Informação) apresentou uma nova abordagem em desenvolvimento de software com a aula mais dinâmica que já tive. Trata-se da Extreme Programming (XP) .

Esta é uma nova metodologia de desenvolvimento de software (com cerca de 8 anos), voltada a interatividade com o cliente, ao trabalho em grupo e a dinâmica. Recomendada para desenvolvimento de softwares com requisitos vagos e que necessitem de constantes mudanças.

É baseada nas seguintes regras e práticas:

  • Planejamento
    • Problemas do usuário
      • São escritos pelos clientes especificando o que o sistema deve fazer por eles;
      • Estes Problemas assemelham-se ao uso de cenários, mas não limitados a descrever uma interface e são expressados em cerca de três sentenças escritas pelo cliente;
    • Plano de Lançamento
      • Após os Problemas serem escritos, encontros são realizados para para criar o Plano de Lançamento;
      • Este Plano de Lançamento especifica que cartões serão implementados para cada lançamento e as datas destes lançamentos;
    • Lançamentos Periódicos
      • O Time de desenvolvimento deve liberar pequenas versões interativas aos clientes periodicamente;
      • No próximo encontro os clientes expõe suas opiniões e satisfações sobre o projeto (Teste de Aceitação), o que permite ao time melhorar este de acordo com as necessidades do cliente;
    • Velocidade do Projeto
      • A Velocidade do Projeto é medida conforme quanto trabalho é realizado no projeto;
      • Para medí-la, simplesmente adicione as estimativas de cada Problema resolvido durante a iteração;
    • O projeto é dividido em Iterações
      • Desenvolvimento iterativo adiciona agilidade ao processo de desenvolvimento;
      • Divida o projeto em cerca de uma dúzia de iterações com uma a três semanas de duração;
      • Mantenha essa duração constante durante o projeto, é esta constante que torna a medida de progresso e o planejamento simples e confiável na XP;
    • Plano de Iteração
      • Uma reunião é feita no início de cada Iteração para criar o plano daquela Iteração, os trabalhos de programação a serem realizados;
      • Problemas são escolhidos pelo cliente para esta Iteração, a partir do Plano de Lançamento, na ordem do mais importante para cliente primeiro;
      • O total de problemas é estimado de acordo com a velocidade do Projeto da última Iteração;
      • Testes de Aceitação falhos e que precisem de reparos também são selecionados;
      • Estes Problemas do Cliente e Testes de Aceitação são divididos em tarefas e anotados em Cartões;
      • Enquanto os Problemas são descritos na linguagem do Cliente, os Cartões são escritos na Linguagem doProgramador;
      • Programadores responsabilizam-se por estes Cartões e estimam quanto tempo suas tarefas levarão para serem completadas (geralmente 1 a 3 dias);
    • Mude os Papéis
      • Os papéis de cada membro do time de programação devem ser trocados constantemente para evitar desperdício de conhecimento e “codificação viciada” destes;
      • Se apenas um membro é capaz de trabalhar em certa área, será um problema se esta pessoa sair do projeto ou você pode acabar com acumulo de tarefas para este;
    • Reuniões em pé
      • Uma reunião em pé é realizada diariamente;
      • Comunicação entre o time de projeto é a intenção desta reunião;
      • O conhecimento de cada um é dispersado e compartilhado, assim como uma visão geral do andamento do projeto;
      • Reuniões em pé tentem a ser rápidas e dinâmicas, e impede que o time distraia-se com futilidades;
    • “Conserte a XP quando ela quebrar”
      • Nào dizemos ’se’ porque obviamente serão necessárias modificações e adaptações para cada projeto;
      • Não exite em descartar as opções que não funcionarem e adicionar novas.

Estas são as práticas da fase de planejamento, não pretendo me extender aqui a ponto de descrever todas as fases, mas vou ressaltar alguns outros pontos importantes:

  • Simplicidade
    • Um projeto simples leva menos tempo para ser desenvolvido que um complexo;
    • Sempre faça o mais simples possível que funcione;
  • O Cliente está sempre disponível
    • Um dos principais requerimentos das Programação XP é comunicação constante com o cliente, preferencialmente face a face;
    • Não apenas para ajudar a equipe de projeto, mas sim como parte da própria equipe;
  • Programação em duplas
    • Toda a programação a ser incluída no projeto deve ser realizada por duas pessoas trabalhando juntas no mesmo computador;
    • Programação em duplas aumenta a qualidade do software sem impacto no prazo de entrega.

É notavel na programação XP que suas práticas são voltadas muito mais para a programação do que para a documentação e planejamento do projeto. Isto pode causar um grande impacto sobre os tabus de que a documentação é até mais importantes que a programação em si. Obviamente a documentação não deve ser descartada, mas também pode ser realizada dinamicamente durante os encontros/reuniões, desde anotações simples até gravação das sessões.

O suporte também não fica prejudicado pela falta de documentação apropriada. Uma vez que o conhecimento sobre o projeto é difundido sobre a equipe, fica relativamente fácil realizar modificações e aprimoramentos.

A imagem a baixo é um diagrama interativo da metodologia de programação XP. Hospedado em http://www.extremeprogramming.org/, que também foi minha maior fonte para este artigo. Leitura recomendada…

Fontes: http://www.extremeprogramming.org, http://en.wikipedia.org/wiki/Extreme_programming, http://pt.wikipedia.org/wiki/Extreme_programming

Google Apps

Tags: — September 17, 2007 @ 11:22 am

Não faz muito tempo me chamou a atenção o fato de um amigo utilizar o Google Talk com um domínio próprio. Perguntando sobre como o fizera ele me falou sobre o Google Hosted, um serviço da google que utiliza domínios alteranativos para prover seus serviços.

Após pesquisar um pouco descobri o Google Apps, substituto do Google Hosted.

Quem visita meu blog com freqüência (alguém aí?) deve ter notado que mudei meus endereços de email para pauloNO@SPAMdiovani.com. Pois é, o Google hosted permite que você utilize um domínio próprio com os serviços da Google, a diversidade de serviços depende do plano escolhido, entre um gratuíto, um empresarial e um educacional, o plano gratuíto já disponibiliza os seguintes serviços: Gmail, Google Talk, Google Calendar, Docs and Spreadsheets e a página inicial. O serviço permite também substituir o logotipo do Google por um personalizado.

Gmail com Domínio e Logo Próprio

Assim você pode utilizar os serviços do google com seu próprio domínio, ou de sua empresa. Esta é uma ótima alternativa a servidores de email, por exemplo, que já vem adotada por algumas empresas como, fiquei sabendo recentemente, o iBest, que já a usa a interface do Gmail para seus clientes.

Mais um ponto para o Google!

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