E17 Based Distros

Tags: , — April 16, 2008 @ 7:30 pm

Já faz algum tempo que não posto sobre o Enlightenment. Isso porque não tenho feito atualizações recentemente, e também ainda não tive tempo de testar o Ecomorph eu mesmo, por isso decidi fazer um post dedicado a quem quer experimentar rapidamente o E17, sem ter o trabalho de instalar dependências e compilar.

O Enlightenment tem ganho bastante atenção ultimamente, principalmente depois de lançado o site e17-stuff.org, com aplicações e temas para o E17. Com isso tem surgido várias distribuições dedicadas a ele. Sou um pouco contra distribuições customizadas, prefiro deixar o pc do meu jeito, e principalmente o desktop, mas estas, principalmente com LiveCDs são bem vindas para testar novidades e decidir pela sua melhor opção. Assim venho divulgando três distros que contém o Enlightenment DR17 como principal gerenciador de janelas.

logo_elbuntu01.pngA primeira delas é o Elbuntu. Uma distro baseada no ilustre Ubuntu, mas que utiliza o E17 como interface principal. Os usuários do Elbuntu são a grande maioria da comunidade que visita e alimenta o e17-stuff.org, assim, aqueles que o escolherem por ele terão desde já uma boa comunidade para recorrer. Com todas as vantagens do Ubuntu.

content_title_elive004.jpgSegundo, e não menos importante, temos o EliveCD. O Elive trata-se de um liveCD baseado no Debian que promete presentear o usuário com uma ótima interface e toda a estabilidade do Debian , na minha opinião, cumpre muito bem o que promete.

Permitindo ao usuário optar entre o brilhante E17, ou o E16, recomendado para PCs mais antigos, ou para quem gosta de fake transparency e efeitos sutis. O desktop E16 utiliza o Engage como lançador, que possui um visual tão bom como o lançador do E17.

Os desenvolvedores do Elive clamam pela distro ser altamente estável e disponibilizam uma versão voltada para MacBooks. Detalhe digno de nota.

gos-logo.gifPor último, uma distribuição que descobri recentemente. O gOS. O gOS surgiu originalmente com a iniciativa de trazer as aplicações do Google para o Desktop, porém, ele não possui nenhum vínculo com o Google, não faz parte das aplicações da empresa. Para cumprir o prometido ele utilizava xulrunner, que trata-se de uma engine para executar aplicações Xul e exibir páginas web sem precisar de um navegador.

Atualmente o gOS existe em três versões, uma voltada para executar aplicações voltadas para o MySpace, chamada gOS Space, e duas voltadas para o desktop, uma com Gnome, Compiz-Fusion e Awn (gOS Rocket G), e outra com o E17 (gOS Rocket E).

Ainda não testei esta última distro, mas reconheço que os screenshots são bem atrativos, devo experimentar o RocketE ainda hoje.

Ambos são LiveCDs, com opção para instalá-los no HD após o boot, assim, não custa nada experimentar pra ver se agrada. Cabe a vocês decidirem qual a melhor opção para seus PCs.

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6 Comments »

  1. Também gosto muito do e17 (estou utilizando ele neste exato momento).
    Acompanho a lista dos desenvolvedores já há um bom tempo, e o volume de mensagens vêm crescendo a cada dia, cada vez mais, o q significa que os desenvolvedores estão trabalhando intensamente no ambiente.

    Estou testando também um novo módulo chamado gadman (http://www.gurumeditation.it) que traz de volta os gadgets do e para a área de trabalho, coisa que há tempos retiraram do e17.

    Eu diria q o desenvolvimento do e17 está rápido agora, mas se levarmos em conta q em 2000 já havia planos para seu desenvolvimento (há mensagens no sf.net do ano 2000!), teremos 8 anos de desenvolvimento ;-) Nem o Windows demora tanto hauahuaa

    Eu estou começando agora a programar em c, e vou estudar um pouco o enlightenment, para quem sabe, no ano que vem, participar do google summer of code e levar umas 4000 pilas pra casa!

    O interessante é que há brasileiros no time de desenvolvimento do ambiente, como o Gustavo Barbieri, etc.

    Acho que a maior inovação do e17 é sua capacidade “temática”, que supera qualquer outro ambiente que já vi rodando num computador. E também a íncrível capacidade que ele tem ao criar falsas transparências que ficam iguaizinhas às transparências reais (que usam composite). Eu nunca entendi como é que eles conseguem fazer isto! É uma fake transparência totalmente perfeita! Coisa que nenhum outro ambiente gráfico no Linux faz.

    O projeto já está mostrando uma certa estabiidade, e quem sabe seja lançado como estável neste ano ou no próximo? Ainda não vi o roadmap do projeto, mas parece que o raster só quer lança-lo como estável quando estiver “redondinho”. Na minha opinião, tão redondinho não, mas poderiam fazer como os desenvolvedores do KDE, que lançaram o KDE4.0 ainda bem cru, para depois irem melhorando.

    Na minha opinião, se parassem de lançar novos recursos no E, e passassem a somente corrigir bugs, já seria de grande ajuda para um enlightenment-0.17.

    Ah, e muito legal este seu site. Acho que já postei um comentário uma vez, num vídeo do fork do compiz pro enlightenment, e desde lá assino o feed do site. Também ainda não testei o ecomorph, mas qualquer dia testo ele aqui no meu pc ;-)

    Comment by Leandro Santiago — April 19, 2008 @ 11:55 am

  2. Rápido, nos últimos meses apenas.. hehe.. como falei, a criação do Elbuntu e do http://e17-stuff.org “alavancaram” o e17. Espero que continue assim.
    Agora, quanto a versão estável, acho que ainda deve demorar muito, nem chance dos caras lançarem ele sen estar redondinho, foi assim com o e16, e certamente será com o e17, mas ao meu ver, ele é muito mais estável que outros WMs por api (compiz, por exemplo).
    A melhor parte do e17, ao meu ver, é ter um visual ótimo, e ainda ser estremamente leve. Certamente dá pra rodar ele num p100 ou 486 sem problemas, basta usar um tema leve e desabilitar dropshadows e outros efeitos.
    Só acho que tu confundiu uma coisa… No e17 não existe fake-transparency. Eles aboliram-na totalmente do projeto, tanto que, atualmente, o único jeito de usar bordas transparentes e coisas assim é com um compositor.
    Quanto aos novos recursos… Pode saber que o time principal só está trabalhando no projeto em si, os novos recursos implementados são apenas os essenciais. Os módulos que saem por aí são quase sempre coisa de terceiros…

    Cara, C e C++ são minhas linguagens preferidas… Estou bem cru nelas por estar a mais de dois anos trabalhando só com PHP, e está faltando motivação, entende… mas se quiser fazer algum projeto efl-based aí e quiser uma parceria é só chamar.

    PS.: Bom saber que alguém assina meus feeds… achava mesmo que eu era o único. ^^

    Comment by diovani — April 19, 2008 @ 12:15 pm

  3. Eu então devo estar drogado, pois desabilitei a extensão composite do xorg.conf e as transparências continuaram funcionando muito bem. Não as transparências de janelas (ou a borda delas) (aí só com composite mesmo), mas dos elementos do ambiente em geral.

    Olha só essas screens que acabo de tirar:
    http://www.din.uem.br/~lssilva/fake-e.jpg
    http://www.din.uem.br/~lssilva/fake-e1.jpg

    Na primeira screen estou utilizando um módulo do e17 chamado gadman, que traz de volta os widgets para o desktop (finalmente!).

    Na segunda está a janela do edje_editor aberta.

    O link do projeto é: http://www.gurumeditation.it/blog/?page_id=48

    E como pode ver, tentei habilitar o composite e não consegui, mas mesmo assim a transparência da borda do relógio funcionou perfeitamente, inclusive com o movimento do mesmo, ao contrário da falsa transparência implementada em outros programas, como fundo de tela de emuladores de terminais, da barrinha do kde3 (kicker), etc.

    Ou seja: como os caras fazem isso eu não tenho a mínima idéia. Mas que roda perfeito, isso roda!

    Comment by Leandro Santiago — April 20, 2008 @ 12:02 pm

  4. Ah sim, só não peguei pra estudar mesmo a efl por falta de tempo (muitos trabalhos da faculdade), mas quando as coisas se acalmarem, é ler, ler, ler e programar, programar, programar ;-)

    Idéias é que não faltam, e quanto mais ajuda tiver, melhor ;-)

    Comment by Leandro Santiago — April 20, 2008 @ 12:07 pm

  5. Fake Transparency simplesmente exibe a “root window”, ou seja, o papel de parede atual do X. Mas o E17 não suporta fake-tranparency e não define um “X background”, você pode testar isso tentando exibir fundo transparente em uma janela de terminal por exemplo.
    E17 suporte transparência real, o que permite que o conteúdo atráz de um elemento possa ser exibido, usando XShapedWindows, o que exibe bordas feias nos elementos com transparência se você não estiver usando um compositor.

    Dá uma lida nesse item do FAQ do get-e.org: http://www0.get-e.org/Main/FAQs.html#6

    Comment by diovani — April 20, 2008 @ 12:37 pm

  6. Ah… Então houve uma confusão dos termos pela minha parte ;-)
    Eu considerava fake transparency como a transparência que não necessitava da de aceleração gráfica, e a transparência real como a que necessitava deste recurso. Eu achei engraçado quando, mesmo com a extensão composite desabilitada (e o módulo bling tbm) as transparências, não de janela, mas dos widgets, dos painéis, funcionavam bem.

    Bom saber ;-)

    Comment by Leandro Santiago — April 20, 2008 @ 6:30 pm

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