Enlightenment DR17 agora no Debian Unstable

Tags: , — November 29, 2009 @ 1:34 pm

Embora já faça algum tempo, desde 07 de Julho pra ser exato, descobri este fim de semana, enquanto atualizava os pacotes do meu Debian que agora o E17 está disponível entre os pacotes do debian.

A cerca de dois anos, o E17 podia ser instalado no Debian através de repositórios não-oficiais, porém estes repositórios foram descontinuados, permitindo aos usuários obterem e instalarem o Desktop Shell apenas via svn (como eu tenho feito desde então) ou pelos snapshots disponibilizados periodicamente.  Porém, felizmente para os usuários do Debian e do E17, desde Julho, o E17 está oficialmente disponível entre os pacotes do Debian Sid (http://packages.debian.org/sid/e17), podendo ser instalado facilmente pelo aptitude.

Para tanto, basta que você tenha os repositórios do Debian Sid em seu /etc/apt/sources.list:

deb http://ftp.debian.org/debian/ unstable main

…e instalar, utilizando os comandos:

# aptitude update && aptitude install e17

:D

Debian GNU/Linux 5.0 lançado

Tags: , — March 16, 2009 @ 11:20 pm

O Debian GNU/Linux 5.0, codinome Lenny, foi finalmente lançado no dia 14 de Fevereiro de 2009. Sim, eu sei que estou bastante atrasado com o post, mas antes tarde do que nunca.

Com o lançamento, o Debian Lenny passa a ser a atual versão stable, e a nova versão testing tem o codinome Squeeze (os ETs do filme/desenho Toy Story, seguindo a tradição).

Como novidades nesta versão, temos suporte completo a sistemas de arquivos NTFS (boa notícia para usuários de meio-expediente Windows® / Linux) , PHP 5.2.6, Iceweasel 3.0.6 (uma versão livre do Mozilla Firefox), a adição do LXDE (um desktop leve, vindo no mesmo CD1 que tem o XFCE, recomentado para PCs com poucos recursos de hardware) como opção de ambiente desktop e melhor suporte para notebooks, incluindo o Asus EeePC, entre outras melhorias.

Pessoalmente, acho que esta versão está um pacote cheio, tanto para servidores como para desktops, sem precisr colocar mais nada. Para mais informações e detalhes sobre as novidades, leia a notícia oficial em http://www.debian.org/News/2009/20090214.

Comandos engraçados no Debian

Tags: , , , — August 29, 2008 @ 10:30 am

Estava me lembrando hoje de alguns comandos engraçados para o apt-get e aptitude que havia visto a algum tempo na net, e passei um tempo procurando por eles. Sabe-se lá o porque desses comandos estarem no programa, provavelmente apenas como uma pequena piada dos programadores.

Estou postando o comando com o aptitude, primeiramente, e as respostas no terminal. Aumentando a verbose (-v,-vv, [...]) a saída muda:

$ aptitude moo
Não existem Ovos de Páscoa neste programa.
$ aptitude -v moo
Realmente não existem Ovos de Páscoa neste programa.
$ aptitude -vv moo
Eu já não lhe disse que não existem Ovos de Páscoa neste programa?
$ aptitude -vvv moo
Pare com isso!
$ aptitude -vvvv moo
Ok, ok, se eu lhe der um Ovo de Páscoa você irá embora?
$ aptitude -vvvvv moo
Tudo bem, você ganhou.

                               /----\
                       -------/      \
                      /               \
                     /                |
   -----------------/                  --------\
   ----------------------------------------------
$ aptitude -vvvvvv moo
O que é isso? Isso é um elefante sendo comido por uma cobra,
é claro.

Com o apt-get nós recebemos a vaquinha :P

$ apt-get moo
         (__)
         (oo)
   /------\/
  / |    ||
 *  /\---/\
    ~~   ~~
...."Have you mooed today?"...

Também, se falarmos ‘moo’ para o bot no canal #Debian no IRC (irc.freenode.net ou irc.debian.org) ele no responde com um versinho:

samuraidio: moo
dpkg: mooooooo! I am cow, hear me moo, I weigh twice as much as you. I’m a cow, eating grass, methane gas comes out my ass. I’m a cow, you could be too; join us all! type apt-get moo. aplay /usr/lib/openoffice/share/gallery/sounds/cow.wav

Apesar de inúteis, estes comandos são, no mínimo, engraçados. É o tipo de coisa que os programadores fazem nas horas vagas…

Eles me lembram também de um comando no M$ Word, onde, se você digitar =rand (20,10) e pressionar Enter ele imprime diversas vezes (pra ser exato, o primeiro número é a quantidade de frases por parágrafo e o segundo a de parágrafos) a seguinte frase:

“A ligeira raposa marrom ataca o cão preguiçoso.”

Porém esta tem uma razão, a frase acima, no original, em inglês, contém todas as letras do alfabeto, é era utilizada para testar máquinas de escrever (Fonte: Wikipédia).

“The quick brown fox jumps over the lazy dog.”

Agora, sabe-se lá porque foi adicionado no M$ Word

TuxGuitar 1.0 com FluidSynth Plugin

Tags: , , — August 23, 2008 @ 11:37 pm

TuxGuitar 1.0A quase um ano atrás estive falando sobre o TuxGuitar aqui no blog. O programinha trata-se de uma ótima alternativa livre ao Guitar Pro e não deixa nada a desejar.

Após este tempo, o TuxGuitar, agora já na versão 1.0, está disponível nos repositórios do Debian Lenny, juntamente com os plugins Alsa e FluidSynth, o que significa que todo aquele trabalho para fazer funcionar sons Midino Debian não é mais necessário.

O FluidSynth é um sintetizador midi baseado nas especificações SoundFount 2.

Primeiramente você precisará instalar o programa, juntamente com seu plugins alsa e fluidsynth:

# aptitude install \
tuxguitar \
tuxguitar-alsa \
tuxguitar-fluidsynth \
fluidsynth

Para começar a utilizar o TuxGuitar, você precisará também dos kits de instrumentos SoundFonts, que são geralmente encontrados como arquivos com a extensão *.sf2. O website sf2midi.com é uma boa fonte de SoundFonts, dos quais posso recomendar 8MBGMSFX para quem quiser testar rapidamente o TuxGuitar, ou que tiver um computador pouco generoso em memória e processamento. O 8MBGMSFX é um pacote básico de instrumentos, com pouco menos de 8MB, mas que deve servir para a maioria, outros SoundFonts bem mais completos podem ser encontrados no mesmo website ou em outros, e não custa nada testar qual que mais lhe agrada ou pesquisar em alguns fóruns sobre o assunto.

Após baixar o SoundFont, descompacte ele, caso necessário, e verifique a extensão. Se o arquivo estiver com a extensão *.sf2 sem problemas, mas caso esteja com a extensão *.sfArk algum trabalho extra será necessário.

sfArk é um método de compressão comum que alguns compositores utilizam para compactar seus SounFonts. Por sorte a companhia por tráz dele tem uma versão Linux do aplicativo de descompressão, faça o download deste a partir do website http://melodymachine.com/sfark.htm. Para utilizá-lo basta executar: $ sfarkxtc ./thenameofthefilehere.sfArk e o arquivo deve ser descompactado em um *.sf2 (obs. se ao invés de descompactar um *.sf2, descompactar um *.exe ou qualquer outra coisa, procure outro SoundFont).

Com o SoundFont escolhido e salvo, abra seu TuxGuitar, vá em Ferramentas -> Plugins, selecione FluidSynth output plugin e clique em Configurar e depois em Adicionar, então selecione o arquivo *.sf2 que vc baixou e descompactou.

Depois disse vá em Ferramentas -> Configurações -> Som e em Midi Port selecione TG FluidSynth [nome do seu SondFont] .

Adicionando o SoundFont ao plugin FluidSynth  Selecionando o SoundFound como saída de som

Após terminar as configurações, basta clicar em Ok e aplicar as configurações e começar a utilizar o TuxGuitar.

Boas Composições…

SpiderMonkey JavaScript Shell – Programando JavaScript em linha de comando

Tags: , , , — March 14, 2008 @ 7:10 pm

Desenvolvedores Web costumam ter grandes problemas para debugar JavaScript. Enquanto programas como a extensão FireBug do Firefox fazem milagres para debugar, o programador ainda precisa colocar sucessivos alert()s para descobrir os valores que suas variáveis assumem em determinados pontos. Certo?

Errado!

Estava pesquisando agora a pouco algumas funções de js no MDC quando fiquei meio curioso com o modo como os exemplos de código eram mostrados e, em especial, de uma função print(). Como no fragmento a seguir:

var names = "Harry Trump ;Fred Barney; Helen Rigby ;";
print(names);
var re = /\s*;\s*/;
var nameList = names.split(re);
print(nameList);

Ora, bolas! Javascript não pode imprimir nada em stdout, então, como pode existir uma função print()?

Então que, pesquisando mais um pouquinho, cheguei ao SpiderMonkey Javascript Shell.

O SpiderMonkey é o mecanismo interpretador de Javascript do Gecko, escrito em C, e utilizado em vários produtos Mozilla, como o Firefox, por exemplo e a boa notícia é que ele provê também um Shell para executar js em linha de comando.

Com isso fica extremamente fácil criar e testar scripts para usar posteriormente. Veja o exemplo a seguir:

diovani@debian-websul:~$ js
js> var frase = 'Hello World!';
js> var tamanho = frase.length;
js> var teste = frase + ' tem ' + tamanho + ' caracteres.';
js> print(teste);
Hello World! tem 12 caracteres.
js>

Para instalar o SpiderMonkey JS Shell no Debian GNU/Linux basta executar o comando:

# aptitude update && aptitude install spidermonkey-bin

Após a instalação, basta executar em um terminal o comando $ js para entrar no Shell interativo:

Para entrar no shell interativo use o comando:
$ js

Para executar os scripts de um arquivo (foo.js) use:
$ js -f foo.js

Para executar os scripts de um arquivo (foo.js) e entrar no shell interativo (muito útil para carregar funções ou bibliotecas) em seguida use:
$ js -f foo.js -f -

Mas mesmo para outras distribuições, e até mesmo Windows, deve ser extremamente fácil instalá-lo. Veja o link abaixo para a Documentação do Javascript Shell e exemplos de uso:

Link: Introdução ao Shell Javascript

Usando apt-listbugs para verificar bugs em pacotes antes de atualizações e instalações

Tags: , — @ 3:08 pm

Esta semana me ocorreu um grande problema no Debian, resultado de usar versão testing/unstable. Fui, alegremente, atualizar meu sistema, com # aptitude update && aptitude full-upgrade e, depois de terminada a atualização, meu querido TuxGuitar não funcionou mais.

Procurando ajuda no irc (#Debian@irc.freenode.org) um usuário me disse algo como:

Como você está usando Debian Testing/Unstable sem usar apt-listbugs?

Bem, até pouco tempo em nem conhecia este pacote, mas trata-se de um programinha essencial para quem deseja aventurar-se no Debian Testing e/ou Unstable. Para instalá-lo apenas execute: # aptitude update && aptitude install apt-listbugs;.

O apt-listbugs verifica os principais bugs em cada pacote antes de uma instalação e atualização e exibe ao usuário, pedindo uma confirmação antes de prosseguir com a instalação. Aqui vai um exemplo:

# aptitude install ghostscript

É preciso obter 0B/887kB de arquivos. Depois do desempacotamento, 7774kB serão liberados.
Você deseja continuar? [Y/n/?] Y
Gravando informações estendidas de estado… Pronto
A ler campos dos pacotes… Feito
A ler estado do pacote… Feito
A obter relatórios de bugs… Feito
A processar informação de Encontrado/Corrigido… Feito
serious bugs do ghostscript (-> 8.62.dfsg.1-2) <pending>
#457568 – segfault when creating pdfs
Juntado com: 453903 457547
serious bugs do gs-esp (8.15.3.dfsg.1-1 -> 8.62.dfsg.1-2) <pending>
#435534 – gs-esp – segfault/bus error in ps2pdf

Sumário:
ghostscript(1 bug), gs-esp(1 bug)
Tem a certeza que quer instalar/actualizar os pacotes acima? [Y/n/?/...] n

*****************************************************************
***** Terminar com um erro forçado para parar a instalação. *****
*****************************************************************
E: Sub-processo /usr/sbin/apt-listbugs apt || exit 10 retornou um código de erro (10)
E: Failure running script /usr/sbin/apt-listbugs apt || exit 10
A instalação de um pacote falhou. Tentando recuperar :
Lendo lista de pacotes… Pronto

Veja as linhas em negrito acima. O apt-listbugs exibe a descrição dos bugs de cada pacote e pede uma confirmação, se o usuário selecionar ‘y‘ ele prossegue com a instalação, caso contrário ele forca o apt-get (ou aptitude) a interromper o processo.

Uma ótima ajuda para prevenir bugs inesperados que provavelmente só serão resolvidos depois de algumas semanas.

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