Acid Test – Testando a eficiência dos Web Browsers

Tags: , , , , — March 11, 2008 @ 4:48 pm

Nós, desenvolvedores e designers web, muitas vezes praguejamos contra certos navegadores web (alguém aí disse ie6?) por não exibirem corretamente nossas páginas, mas dificilmente pensamos no outro lado. A vida também não é muito fácil para quem desenvolve esses navegadores.

O AcidTests trata-se de um projeto do webstandards.org para testar o comportamento e eficiência dos navegadores frente aos padrões web.

O primeiro Acid (Acid1) testava os navegadores quanto a apresentação e exibição de páginas HTML 4.0 e CSS 1, o Acid2, criado em 2005, queria fazer os navegadores “sorrirem” testando as capacidades deste de exibirem imagens PNG e CSS2.

Agora, o Acid3 vai além, exigindo dos navegadores renderização de imagens SVG animadas e Javascript.

Eis a lista de especificações testadas:

  • DOM2 Core
  • DOM2 Events
  • DOM2 HTML
  • DOM2 Range
  • DOM2 Style (getComputedStyle, …)
  • DOM2 Traversal (NodeIterator, TreeWalker)
  • DOM2 Views (defaultView)
  • ECMAScript
  • HTML4 (<object>, <iframe>, …)
  • HTTP (Content-Type, 404, …)
  • Media Queries
  • Selectors (:lang, :nth-child(), combinators, dynamic changes, …)
  • XHTML 1.0
  • CSS2 (@font-face)
  • CSS2.1 (’inline-block’, ‘pre-wrap’, parsing…)
  • CSS3 Color (rgba(), hsla(), …)
  • CSS3 UI (’cursor’)
  • data: URIs
  • SVG (SVG Animation, SVG Fonts, …)

Segundo o desenvolvedor Ian Hickson, a internet não se resume mais a apenas designs HTML/CSS, assim é importante testar também as capacidades dos navegadores de DOM e Javascript.

O autor do Site DrunkenFist.Com fez uma série de teste e divulgou os resultados. Vou postá-los aqui tb:

Fontes: http://info.abril.com.br/blog/juliano/20080306_listar.shtml, http://www.drunkenfist.com/304/2008/03/04/acid3-test-released-
i-took-some-screen-captures-lots-of-fail/
, http://www.webstandards.org/action/acid3/

SamuraiDio no Deviantart

Tags: , — February 13, 2008 @ 12:49 pm

Pois é, me cadastrei no Deviantart. Meu perfil pode ser visto em http://samuraidio.deviantart.com/, bem, não tem nada lá ainda, na verdade fiz o cadastro apenas para fazer contato com alguns deviants, a princípio, mas estou me animando a postar algo lá, visto que planejo fazer alguns temas para o E17.

Ainda hoje coloco um screenshot para não deixar o perfil vazio. ;)

Pesquisa em linguagem natural com Powerset

Tags: , , , — January 28, 2008 @ 6:01 pm

Na última Sexta-Feira eu recebi, finalmente, um e-mail me convidando a utilizar o Powerset.

Como falei anteriormente, o Powerset trata-se de um mecanismo de busca em linguagem natural, o que significa que se você estiver procurando por “Empresas adquiridas pela Microsoft”, por exemplo, você não pesquisaria por palavras chave (Empresas adquirir microsoft) como faria normalmente, no Google ou Yahoo, mas sim, basta digitar a frase completa, clara e corretamente, como se estivesse perguntando a alguém, e o mecanismo lhe presenteia com a resposta correta (e não uma lista de páginas com conteúdo relevante, ou não relevante).

Bem, este é o objetivo do projeto e, esperamos, o futuro da internet mas, obviamente, como uma versão em fase de pesquisas, o Powerset ainda está engatinhando, e é limitado às informações contidas na Wikipédia e apenas na língua inglesa. Mesmo assim, após testar as demonstrações por alguns dias, fiquei bem estusiasmado com os resultados, e também com o nível de participação do pequeno grupo de usuários, pois os desenvolvedores estão constantemente pedindo opiniões a atendendo pedidos.

É interessante ressaltar que, diferente de uma busca padrão, onde são simplesmente procuradas pelas palavras digitadas em meio ao texto, em uma busca em, linguagem natural, tanto a ordem destas palavras como até mesmo as preposições são de suma importância.

Além da busca em linguagem natural o Powerset tem algumas outras ferramentas muito interessantes, como pesquisas orientadas a determinados assuntos, como artes, esportes ou negócios, e o Quotes, que é uma ferramenta para encontrar respostas específicas, como “Quem disse o que?”, “Quem criticou quem?”, “Quem fez o que sobre determinado assunto?”.

Além destas há uma ferramenta muito interessante para buscas com entidades e relacionamentos, chamada Powermouse. Os resultados são muito parecidos com o Córtex Intenligence, o qual foi comentado em meu último post sobre o assunto, nesta ferramente o usuário pesquisa por um sujeito (substantivo), uma ação (verbo) e um objeto (substantivo), podendo omitir um ou dois dos campos, um exemplo demonstrado nos demos do projeto é a busca por “Zumbis” (sujeito) “comem” (ação), e os resultados são uma série de artigos com os diversos ‘alimentos’ que Zumbis comem.

Novamente os resultados estão limitados a artigos da Wikipedia, em inglês, mas eis as boas notícias…

Como os próprios desenvolvedores tem falado, assim que seus mecanismos de busca em linguagem natural tiverem amadurecido, estarão desenvolvendo o sistema e outros idiomas e também liberando uma API para nós desenvolvedores utilizar-mos em nossas aplicações. :)

Aguardamos ansiosos…

As Plataformas que vão desbancar o Google

Tags: , , , , — November 1, 2007 @ 11:09 am

Sim, este título foi precipitado.

Minha intenção não é gerar uma discussão sobre as qualidades do Google ou de qualquer mecanismo de busca, mas sim chamar a atenção dos leitores para o artigo. Pois uma vez que o Google é o mais usado mecanismo de busca atualmente, seu papel está diretamente relacionado com este assunto e, certamente, será um dos pioneiros na nova Web (leia a seguir…).

Estive pesquisando um pouco sobre Web Semântica, e confesso, ainda estou bem ‘cru’ no assunto para fazer um post, mas quero divulgar o que li, e complementar com o tempo, pois este é um tema que vem me chamado a tenção a bastante tempo. Antes de prosseguir, vamos falar um pouco sobre a evolução da net.

A Web 1.0 foi a internet que víamos a alguns anos atrás, com a acenção do Terra aqui no brasil e, priovavelmente, da MSN no exterior. Esta era uma Web de documentos, onde sua principal função era divulgar e compartilhar conteúdos textuais e, posteriormente, imagens, através do mundo.

A Web 2.0 é a internet que usamos hoje (sim, queiram ou não), focada principalmente nos mecanismos de busca, como o Google e Yahoo, blogs e fórums, e comunidades virtuais (Orkut, My Space). Utilizando a internet de hoje, é possível encontrar praticamente qualquer informação, ou qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo.

Mas se a internet já evoluiu tanto para interagir pessoas de diferentes culturas e lugares, e ainda disponibiliza todo esse conteúdo público para qualquer um, como pode ela evoluir mais? Convenhamos, você acha qualquer informação na web pelo google ou Yahoo, mas muitas vezes, é uma chatice procurar por páginas e mais páginas.

É aí que entra a Web 3.0, ou Web Semântica:

A Web semântica é uma extensão da Web actual, que permitirá aos computadores e humanos trabalharem em cooperação. A Web semântica interliga significados de palavras e, neste âmbito, tem como finalidade conseguir atribuir um significado (sentido) aos conteúdos publicados na Internet de modo que seja perceptível tanto pelo humano como pelo computador.

Wikipedia: Web Semântica

Baseado neste conceito de Web semântica, vários grupos estão construindo aplicações para compartilhar e distribuir informações.

O primeiro de que venho falar é o Freebase. Trata-se de uma base de dados aberta sobre as informações do mundo, ou , em mais baixo nível, uma coleção de objetos e relacionamentos entre eles. A uma primeira olhada, as telas de consulta do freebase se parecem com as páginas da wikipédia, com documentos separados por tags e vários links, porém, ele é organizado por tipos, com os quais você pode filtrar suas buscas e visualizar outros conteúdos relevantes.Como é uma base aberta, qualquer um pode adicionar conteúdo ao Freebase. Quando noos dados são adicionados, a aplicação faz sugestões sobre o conteúdo, qualquer um também pode classificar os conteúdos com novos tipos. O Freebase também disponibiliza uma API para utilizar seus recursos em aplicações externas. O site freebase.com contém uma demonstração (um screencast) muito interessante, deêm uma olhada.

Em segunda instância, falo do Powerset. Este é o qual estou mais ansioso para ver funcionando, pois promete uma inovadora engine de busca que deve vir a ser o “novo Google”. O Powerset é um mecanismo de busca em linguagem natural, o que significa que ele deve compreender a linguagem humana e responder do mesmo modo. Para exemplificar, imagine que você deseje procurar informações sobre quais foram os presidentes do Brasil desde a proclamação da república. Em um mecanismo de busca comum, você pesquisaria por “presidentes+Brasil” e analisaria os dados nas páginas encontradas, em um mecanismo de busca em linguagem natural, bastaria você pesquisar por “Quais foram os todos presidentes do Brasil”, como se estivesse perguntando para uma pessoa, e a aplicação retornaria exetamente a lista de presidentes. Parece que o Powerset utiliza o Freebase para aprimorar sua base de dados.

Ainda não tive a oportunidade de experimentar o Powerset, mas já me inscrevi para os demos e, assim que for possível, volto a tocar no assunto.

O terceiro a que venho falar é o Twine. Este tratase de uma base de informações, como a Wikipedia ou o Freebase, mas com uma inovação interessante. Ele “aprende” sobre você conforme você o utiliza. Ao adicionar novos conteúdos, o Twine marca certos dados com tags semânticas, e cria novos conteúdos ricos e relevantes. Ou seja, ele complementa os conteúdos que os usuários adicionam, pesquisando em bases de dados semânticas, indo provavelmente utilizar serviços como o Freebase futuramente.

Um recurso semelhante ao Twine é utilizado por serviços como o Flickr e o Facebook, relacionando imagens e pessoas, mas o Twine será o primeiro a fazer isto com informações.

Estas aplicações são, provavelmente, o início de uma nova experiência na internet. Ambas as três estão em fase Alpha, e estão deixando novos usuários entrar lentamente. Vou voltar ao assunto assim que tiver mais informações sobre estes e novos recursos nos padrões (que ainda não são padrões) Web 3.0, até…

Fontes: http://www.readwriteweb.com/archives/the_new_era_of_semantic_apps.php, http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_semântica, http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI2032492-EI4802,00.html

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