Usando Dropbox no Linux

Tags: , , — December 18, 2010 @ 6:19 pm

Para quem ainda não conhece, o Dropbox é um aplicativo de compartilhamento de arquivos online, com suporte para Windows, Mac OSX, GNU/Linux e ainda plataformas móveis, como o iPhone OS, Android e Blackberry, além de permitir acesso via qualquer navegador, que permite compartilhar arquivos entre diversos clientes, entre usuários, e ainda publicar galerias de imagens online.

Na minha opinião, a maior vantagem do Dropbox é permitir acesso aos mesmos documentos em casa, no trabalho e no celular.

A maneira mais fácil de utilizar o Dropbox no GNU/Linux é utilizando o plugin oficial para o gerenciador de arquivos Nautilus. Acontece que este método só funciona com o gerenciador de arquivos citado, e ainda tem algumas dependências problemáticas (tive problemas para instalá-lo no Debian).

Como alternativa, existe uma maneira de instalar um cliente de linha de comando como um daemon (programa que roda como um sub-processo, de forma transparente para o usuário), permitindo acesso aos seus arquivos compartilhados com qualquer gerenciador desejado e inclusive por linha de comando. Apesar da desvantagem desta alternativa conter alguns binários de código fechado, ela se torna uma opção bem mais versátil que a anterior.

Para instalar o cliente  de linha comando, você irá precisar previamente dos seguintes requisitos:

  • Versão 2.4 ou superior da biblioteca C
  • wget
  • Python 2.5
  • um navegador web

Com as dependências instaladas, baixe o pacote Dropbox-lnx-x86 (ou a versão x86_64) para sua $HOME (os arquivos serão descompactados no diretório .dropbox-dist).

Versão estável 32-bit:

wget -O dropbox.tar.gz "http://www.dropbox.com/download/?plat=lnx.x86"

Versão estável 64-bit:

wget -O dropbox.tar.gz "http://www.dropbox.com/download/?plat=lnx.x86_64"

Após baixar o pacote faça previamente um teste para garantir que os arquivos não serão descompactados diretamente do diretório atual:

tar -tzf dropbox.tar.gz

…E estando tudo certo, descompacte-os:

tar -xvzf dropbox.tar.gz

Após descompactar, inicie o daemon:

~/.dropbox-dist/dropboxd

Após executar o Daemon você deverá receber uma saída como a seguir:

This client is not linked to any account...
Please visit https://www.dropbox.com/cli_link?host_id=7d44a557aa58f285f2da0x67334d02c1 to link this machine.

Acessando o link fornecido no terminal você deve receber uma mensagem de sucesso no seu navegador (pode ser necessário logar em sua conta do Dropbox), indicando que tudo ocorreu bem. Depois disso, o daemon criará um diretório Dropbox sob sua $HOME, e iniciará a sincronização de arquivos, então você terá acesso aos seus arquivos compartilhados com com qualquer outro computador contendo um cliente Dropbox.

Para não precisar iniciar o daemon manualmente a cada vez que precisar, você pode criar um init script para iniciá-lo junto com o sistema. Para o Debian e Ubuntu, crie um script em /etc/init.d/dropbox, com o conteúdo a seguir e substitua os nomes na variável DROPBOX_USERS com os nomes de usuários que tem o Dropbox instalado:

# dropbox service
DROPBOX_USERS="user1 user2"
 
DAEMON=.dropbox-dist/dropbox  
 
start() {
    echo "Starting dropbox..."
    for dbuser in $DROPBOX_USERS; do
        HOMEDIR=`getent passwd $dbuser | cut -d: -f6`
        if [ -x $HOMEDIR/$DAEMON ]; then
            HOME="$HOMEDIR" start-stop-daemon -b -o -c $dbuser -S -u $dbuser -x $HOMEDIR/$DAEMON
        fi
    done
}
 
stop() {
    echo "Stopping dropbox..."
    for dbuser in $DROPBOX_USERS; do
        HOMEDIR=`getent passwd $dbuser | cut -d: -f6`
        if [ -x $HOMEDIR/$DAEMON ]; then
            start-stop-daemon -o -c $dbuser -K -u $dbuser -x $HOMEDIR/$DAEMON
        fi
    done
}
 
status() {
    for dbuser in $DROPBOX_USERS; do
        dbpid=`pgrep -u $dbuser dropbox`
        if [ -z $dbpid ] ; then
            echo "dropboxd for USER $dbuser: not running."
        else
            echo "dropboxd for USER $dbuser: running (pid $dbpid)"
        fi
    done
}
 
case "$1" in
 
    start)
        start
        ;;
 
    stop)
        stop
        ;;
 
    restart|reload|force-reload)
        stop
        start
        ;;
 
    status)
        status
        ;;
 
    *)
        echo "Usage: /etc/init.d/dropbox {start|stop|reload|force-reload|restart|status}"
        exit 1
 
esac
 
exit 0

…E então execute os comandos a seguir para adicionar o dropbox como um serviço do sistema:

chmod +x /etc/init.d/dropbox
update-rc.d dropbox defaults

Além do script para Debian/Ubuntu, na wiki do Dropbox existem exemplos de versões para Fedora e Gentoo. Na wiki também existe um tutorial para instalar o daemon Dropbox para ser executado para todos usuários (útil para servidores).

Deste modo, sempre que iniciar o sistema e logar com seu usuário você terá acesso aos seus arquivos compartlhados no Dropbox (desde, claro, que possua uma conexão com a internet).

Fonte: http://wiki.dropbox.com/TipsAndTricks/TextBasedLinuxInstall

Novo arquivo de Snapshots do Debian

Tags: , — April 14, 2010 @ 10:22 pm

Novidade para usuários do Debian GNU/Linux e administradores de servidores. Agora é possível instalar facilmente pacotes de versões antigas do Debian GNU/Linux com uso do apt-get pelo arquivo de snapshots do Debian.

http://snapshot.debian.org/

Lançado na última Segunda-feira, dia 12, o serviço é uma “máquina do tempo” que permite o acesso a pacotes e códigos fonte por versões ou datas, e é composto por pacotes antigos e atuais do Debian.

Praticamente todos (alguns pacotes foram removidos devido a licenças de software) os pacotes, desde Março de 2005, estão disponíveis, incluindo alguns repositórios adicionais como debian-volatile, debian-ports e backports.org, contanto com cerca de 6,5 terabytes, que devem aumentar constantemente.

O serviço é uma ótima ferramenta, especialmente para desenvolvedores resolver problemas de regressão de pacotes. Mas também para usuários que necessitem de pacotes em alguma versão anterior para que certa aplicação funcione.

A grande facilidade do arquivo é que qualquer pacote pode ser instalado com o apt-get ou aptitude normalmente, bastando adicionar a respectiva linha em /etc/apt/sources.list.

Para saber que linha adicionar, primeiramente navegue até umas das seguintes categorias:

Após acessar uma das categorias, selecione o ano, mês e finalmente, dia e hora do snapshot. Esta url completa é a url a ser adicionada em /etc/apt/sources.list, logo após a palavra-chave deb e seguida da versão e sessão desejadas. Ou seja, cada uma destas urls corresponde a uma cópia completa de um repositório do Debian no devido momento, e pode ser usada como tal.

Segue um exemplo…

caminho seguido: debian -> 2007: 06 -> 2007-06-21 00:00:00
url resultante:  http://snapshot.debian.org/archive/debian/20070621T000000Z/

linha do sources.list:
deb http://snapshot.debian.org/archive/debian/20070621T000000Z/ stable/ main

Deste modo, fica extremamente fácil instalar pacotes de qualquer versão do Debian.

Fonte: http://www.debian.org/News/2010/20100412.en.html

E se o sistema operacional mais usado fosse o Linux …

Tags: , , — May 23, 2009 @ 5:54 pm

Recebi este texto de uma lista da qual participo. Ele foi previamente publicado no forum Darkside e, aparentemente, saiu primeiramente no site do Mandriva.

Trata-se de um ponto de vista bem-humorado, de um usuário GNU/Linux ao tentar migrar para windows…

“Eu compreendo o indivíduo que declarou ter problemas em passar do Windows para o Linux. Senti o mesmo ao experimentar o Windows. Decidi experimentá-lo, depois de alguns amigos que o usam a toda a hora me dizerem que era ótimo.

Fui até ao site da Microsoft para baixá-lo mas não estava lá disponível. Fiquei frustrado porque não consegui descobrir como se baixava o mesmo. Por fim tive que perguntar a um amigo e ele disse-me que tinha de o comprar.

De carro, fui até à Staples e pedi a um dos vendedores uma cópia do Windows. Ele perguntou-me qual, eu disse-lhe: “Quero a mais completa, por favor” e ele respondeu: “São $599, por favor…”. Soltei um palavrão e voltei para casa de mãos abanando.

Um dos meus amigos deu-me uma cópia do Windows XP mas disse-me para não dizer nada a ninguém. Achei estranho porque faço sempre cópias do Linux para qualquer pessoa que me peça e digo sempre para passar essa cópia a qualquer outra pessoa que esteja interessada, uma vez que já precisem dela. De qualquer forma coloquei o CD no leitor e esperei que iniciasse o sistema do “Live CD”. Não funcionou. A única coisa que fazia era perguntar-me se o queria instalar. Telefonei para um dos meus amigos, para saber se estava a fazer alguma asneira, mas ele disse-me: “O XP não roda o sistema diretamente do CD”.

Decidi, então, instalá-lo. Segui as instruções que apareciam na tela mas comecei a ficar nervoso porque não perguntou nada sobre os outros sistemas operacionais. Quando instalei o Linux, ele reconheceu que tinha outros sistemas operacionais na máquina e perguntou-me se queria criar uma nova partição e instalar o Linux lá. Voltei a ligar para o meu amigo e ele disse-me que o Windows elimina qualquer outro sistema operacional que encontra, ao instalar-se.

Fiz uma cópia de segurança das minhas coisas e joguei-me de cabeça na instalação. A instalação foi bastante simples, tirando a parte em que tive que escrever umas letras e um código. Tive de ligar outra vez para o meu amigo mas ele ficou chateado e veio escrever ele próprio o código. Voltou a dizer-me para não dizer nada a ninguém (!!!).Depois de reiniciar o computador, dei corrida de olhos pelo sistema.

Fiquei chocado quando me deixou mudar as configurações do sistema sem pedir o acesso de root. O meu amigo começou a ficar um bocado irritado quando liguei outra vez para ele, mas acabou por aparecer em minha casa. Disse-me que o acesso de root era dado logo na inicialização. Tratei logo de fazer outra conta de usuário normal e passei a usá-la.
Comecei a ficar confuso quando tentei fazer mudanças e o sistema, ao invés de pedir acesso de root, disse-me que tinha que fechar a sessão
de utilizador normal e abrir uma sessão como administrador. Comecei, então, a perceber porque é que tantas pessoas entram sempre como root e tive um arrepio na espinha.

Bom, mas já era hora de trabalhar. Fui ao menu “Iniciar -> Programas”, para abrir uma planilha que eu precisava terminar, mas não consegui encontrar a aplicação de planilhas. O meu amigo
disse-me que o Windows não trazia nenhuma aplicação dessas e que eu teria que a baixar da Internet. “Oh…”, pensei, “uma distribuição
básica”. Fui ao “Adicionar/Remover Programas” do painel de controle
(tal como no Linux), mas não havia lá programas para adicionar. Apenas deixava remover os programas. Não consegui encontrar o botão para adicionar aplicações. O meu amigo disse-me que eu tinha que procurar as aplicações por minha conta. Depois de muita pesquisa no Google, lá encontrei, descarreguei e instalei o OpenOffice.org.

Para dizer a verdade, diverti-me à brava com o Windows. Não entendi muito da terminologia… porque é que há um drive A, depois um C… onde é que está o drive B? Achei a distribuição demasiado básica, não
inclui nenhuma aplicação que seja verdadeiramente de produtividade e torna-se muito confuso procurá-la. O meu amigo disse-me que eu precisava de software anti-vírus e anti-spyware, mas o Windows não
vinha com nada disso.

Achei-o difícil, confuso e demasiado trabalhoso para mim. Pode ser bom para uma pessoa que seja do tipo técnico, como o meu amigo, mas eu fico-me pelo Linux, obrigado.”

Workshop Tchelinux em POA

Tags: , , — May 16, 2009 @ 1:44 pm

Além dos já divulgados eventos oficiais do Tchelinux, (a serem) realizados este ano. O grupo está promovendo, juntamente com o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da FTEC Porto Alegre, 12 workshops e tutoriais sobre linguagens de programação e ferramentas para desenvolvimento e colaboração, a serem realizados no próximo dia 30.

http://www.tchelinux.org/2009/workshop/

Diferente das palestras geralmente realizadas nos eventos do Tchelinux, estes Workshops terão mais de três horas de duração cada um, serão voltados exclusivamente para a área de Desenvolvimento de Software, e requerem pelo menos um mínimo de conhecimento sobre lógica de programação por parte dos participantes. Uma ótima oportunidade para conhecer novas linguagens e ferramentas.

Como nos eventos, a participação é gratuíta, exigindo apenas a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis.

Maiores informações, programação, localização e inscrições disponíveis na página do evento.

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